Videogame contribui para que jovens trabalhem menos nos EUA, diz estudo

Segundo os cálculos dos pesquisadores, os jogos de videogame tomam metade do tempo livre dos homens jovens norte-americanos.

Os videogames contribuíram para a queda no número de horas trabalhadas por homens jovens nos Estados Unidos, apontou um estudo do Departamento Nacional de Pesquisa Econômica norte americano.  Divulgada no começo deste mês, a pesquisa foi elaborada por Erik Hurst e Kerwin Charles, da Universidade de Chicago, Mark Aguiar, da Universidade de Princeton, e Mark Bils, da Universidade de Rochester. Os economistas partiram de dados que apontam declínio no número de horas trabalhadas ao ano tanto por homens e mulheres e em todas as faixas de idade.

Em 2015, os indivíduos nessa faixa de idade trabalhavam 203 horas a menos do que em 2000. A título de comparação, a redução de horas trabalhadas anualmente foi de 163 na faixa dos 31 a 55 anos.  Enquanto isso, o tempo destinado ao lazer entre os homens jovens cresceu para 63,4 horas em 2015.

E o que eles fazem com tempo adicional?

Passaram a jogar videogame por mais 1 hora e 24 minutos desde 2004, chegando a 3 horas e 24 minutos diante dos controles. E elevaram o tempo com computadores para 5 horas e 12 minutos (1 hora e 54 minutos a mais do que dez anos antes).

A queda em horas trabalhadas foi mais acentuada entre os homens com idade entre 21 e 30 anos, que passaram a dedicar mais tempo para lazer.

Os economistas constataram que o tempo de lazer aumentou entre mulheres e homens mais velhos. Mas não tão acentuadamente quanto para os homens jovens. Além disso, o tempo gasto com videogame entre mulheres e as outras faixas de idade da ala masculina não variou e mal chega a uma hora.

O tempo dispendido com games não aumentou nem mesmo entre as mulheres mais jovens. A presença feminina entre os jogadores é massiva, já que corresponde a 41% dos que jogam nos EUA, de acordo com Associação de Software para Entretenimento.

Matéria extraída do Portal G1 Tecnologia

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