O que esperar quando o assunto é o retorno das férias?

Nem sempre a volta do recesso é como o esperado, mas importantes atitudes podem melhorar a retomada as atividades

Encontrar projetos alinhados, problemas resolvidos e a equipe fluindo pode ser o sonho de todo executivo que retorna das férias. Muitos são os profissionais que neste período não conseguem se desligar dos compromissos da sua empresa e, quando voltam ao setor, ficam mais estressados. A volta às aulas também pode ser melhorada com uso de planejamento e treinamento da mente.

Uma pesquisa, publicada no portal Economia Estadão, da Isma-BR International Stress Management Association, com executivos de São Paulo e Porto Alegre, teve um resultado curioso. O estudo aponta que 38% dos entrevistados tinha algum grau de fobia de férias, um número relevante que destaca uma fonte de estresse no período. Segundo a pesquisa, no final de 30 dias de férias, apenas 10 são realmente aproveitados, explica Ana Maria Rossi, presidente brasileira Isma-br. A razão levantada seria as decisões tomadas em sua ausência.

Planejamento

De acordo com especialistas, o apoio e o planejamento podem ser o segredo para um retorno feliz às atividades. Em publicação ao portal Economia Estadão, Geronimo Theml, especialista em produtividade e desenvolvimento humano, diz que a pergunta que cada pessoa deve fazer antes do recesso é: o que eu preciso deixar pronto para que tenha uma pausa tranquila?  A dica, segundo Geronimo, é desconectar do trabalho e colocar alguém capacitado para responder por você. A partir dessa decisão, a pessoa “substituta” avaliará se cabe interromper ou não o seu descanso.

Theml ainda comenta que colaboradores de alto nível de comprometimento acabam se sentindo responsáveis pelo trabalho mesmo em férias e se sentem inseguros em relação à equipe. Já para Cecília Belele, diretora regional da empresa de serviços de e-mail Return Path para America Latina, em matéria no Economia Estadão, o apoio da empresa é essencial para que o profissional possa realmente tirar seus dias de recesso.

Mais férias, mais qualidade de vida?

Tirar aquele tempo para relaxar pode contribuir muito para sua criatividade, como também para o foco. Uma pesquisa revelou que a pausa do trabalho pode contribuir para viver mais e com qualidade. O estudo realizado com 1.222 executivos mostrou que tirar períodos de férias mais curtos está associado a uma maior taxa de mortalidade. A partir da pesquisa, foi identificado que executivos que costumavam tirar três semanas ou menos de férias ao longo do ano tiveram 37% mais chances de morrer. Esse grupo apresentava um estilo de vida mais intenso, com maior carga horária de trabalho e menor tempo de sono. Vale ressaltar que tal resultado não era influenciado pela adoção de hábitos de vida mais saudáveis por parte desses executivos, mostrando que uma pausa real do trabalho é fundamental para que se possa relaxar e combater de maneira mais eficiente os efeitos negativos do estresse.

Além disso, os testes foram realizados com homens que apresentavam ao menos um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como tabagismo, pressão alta, colesterol alto, triglicerídeos elevados, intolerância à glicose e sobrepeso. Ainda assim, os resultados da pesquisa são relevantes, já que muitos desses fatores são comuns de serem identificados no ambiente corporativo.

A cultura

Existe uma cultura, no meio corporativo, de que férias prolongadas são associadas à falta de interesse do colaborador. Além disso, muitos profissionais temem que a sua própria ausência possa ser um fator de risco para que outro profissional entre em seu lugar ou execute melhor suas atividades.

Indo contra tal corrente, muitas empresas já estão atentas à importância da qualidade de vida de seus profissionais e à relevância de focar em mais estratégias que promovam o bem-estar do colaborador para o alcance de bons resultados para a companhia. E isso inclui o prazer de tirar férias com apoio da organização.

Fontes:

Economiaestadão
Empregosecarreiras
Escardio.org

Videogame contribui para que jovens trabalhem menos nos EUA, diz estudo

Segundo os cálculos dos pesquisadores, os jogos de videogame tomam metade do tempo livre dos homens jovens norte-americanos.

Os videogames contribuíram para a queda no número de horas trabalhadas por homens jovens nos Estados Unidos, apontou um estudo do Departamento Nacional de Pesquisa Econômica norte americano.  Divulgada no começo deste mês, a pesquisa foi elaborada por Erik Hurst e Kerwin Charles, da Universidade de Chicago, Mark Aguiar, da Universidade de Princeton, e Mark Bils, da Universidade de Rochester. Os economistas partiram de dados que apontam declínio no número de horas trabalhadas ao ano tanto por homens e mulheres e em todas as faixas de idade.

Em 2015, os indivíduos nessa faixa de idade trabalhavam 203 horas a menos do que em 2000. A título de comparação, a redução de horas trabalhadas anualmente foi de 163 na faixa dos 31 a 55 anos.  Enquanto isso, o tempo destinado ao lazer entre os homens jovens cresceu para 63,4 horas em 2015.

E o que eles fazem com tempo adicional?

Passaram a jogar videogame por mais 1 hora e 24 minutos desde 2004, chegando a 3 horas e 24 minutos diante dos controles. E elevaram o tempo com computadores para 5 horas e 12 minutos (1 hora e 54 minutos a mais do que dez anos antes).

A queda em horas trabalhadas foi mais acentuada entre os homens com idade entre 21 e 30 anos, que passaram a dedicar mais tempo para lazer.

Os economistas constataram que o tempo de lazer aumentou entre mulheres e homens mais velhos. Mas não tão acentuadamente quanto para os homens jovens. Além disso, o tempo gasto com videogame entre mulheres e as outras faixas de idade da ala masculina não variou e mal chega a uma hora.

O tempo dispendido com games não aumentou nem mesmo entre as mulheres mais jovens. A presença feminina entre os jogadores é massiva, já que corresponde a 41% dos que jogam nos EUA, de acordo com Associação de Software para Entretenimento.

Matéria extraída do Portal G1 Tecnologia